Pisou “Fortes”

Gerson Tavares
Aliado ou não, o ex-ministro das Cidades, Marcio Fortes soltou os bichos ao passar o cargo ao seu sucessor Mario Negromonte. Em seu discurso foi curto e grosso e falou “na lata”.
De improviso Fortes pegou pesado e nem pensou em disfarçar seu descontentamento com o transcorrer das negociações que aconteceram para ver quem ficava com o ministério das Cidades.
Ele para justificar as “brevíssimas” palavras, já que falou por cerca de um minuto, falou que importante é quem entra e não quem sai. Dispensando que fosse feito um balanço de sua gestão, Fortes lembrou que o Programa de Aceleração do Crescimento (o trágico PAC) teve um relatório divulgado recentemente e assim sendo ele nada mais tinha a declarar.
“Já se sabe tudo o que foi feito. Talvez, por isso, este tenha sido o ministério mais cobiçado nessa mudança de governo”. Falou sem esconder ou mesmo disfarçar o incomodo na hora da transmissão do cargo.
Pelo que deixou no ar, o Ministério da Cidade foi o mais cobiçado porque é o que mais dinheiro tem para gastar e assim, com tantas obras, muito mais também para embolsar.
Enquanto isso o Negromonte, ou por ser “lesado” ou por ser “cara-de-pau”, ao ser perguntado o que ele achou daquela saia-justa que foi a sua posse ele falou que em hipótese alguma houve algum constrangimento. Se houve ele nem notou.
Também, naquela hora ele só notava a “grana’ que vai ficar em seu poder. Enquanto isso o PP troca o nome, mas não perde a “boquinha”.
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