
Gerson Tavares



Gerson Tavares




Lula resolveu cortar gastos do governo em último ano de governo. Esta foi uma grande novidade que Guido Mantega soltou para a imprensa, quando falou que seriam cortados do orçamento, dez bilhões de reais.







Gerson Tavares
Foram dez minutos totalmente voltados à campanha da Dilma e com direito a participação de vários ministros falando sobre os “feitos” da “queridinha” do patrão. Lula iniciou as participações com uma grande lista de elogios a “guerrilheira”. Falava da experiência, competência, lealdade e dignidade. Todas as falas de Lula foram mescladas com falas da Dilma para dar o enfoque de propaganda eleitoral. Não sei se por não acreditar no TSE ou se por achar que o “todo poderoso”, tudo pode.
Guido Mantega, Fernando Haddad e Paulo Bernardo, três ministros que querem garantir o lugar, botaram a cara no vídeo e deitaram falação sobre a futura patroa. Todos esses, Lula, Dilma e os três ministros falaram, mas em momento algum falaram do partido que alguns dizem ser dos trabalhadores. Ninguém, mas ninguém se quer citou a sigla “PT”.
Como se isso não bastasse para caracterizar como “comício eletrônico” aquele programa, enquanto um locutor, em off, falava sobre Dilma, eram inseridas imagens dos estados de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul. Tudo porque Dilma, para angariar votos do segundo colégio eleitoral do país, lembrou agora que é mineira e como sempre se disse gaúcha, precisa manter a sua ligação com os eleitores dos pampas, já que votos ela não quer jogar fora.
Mas como nem Lula, nem Dilma e nenhum dos ministros que fizeram o programa falaram no partido, ao final apareceu José Eduardo Dutra, o presidente do "desprestigiado" PT para fechar o “comício" com a seguinte frase: “O Brasil cresce com inclusão e distribuição de renda... Este é o modelo de gestão de Lula, de Dilma e do PT”.
Depois desse “comício”, o meu amigo “Zé Doidão” telefonou para dizer que colocando o “preto no branco”, Lula não tem o menor respeito por nada e muito menos pelo povo brasileiro. E eu assinei embaixo.


Foi pensando em “ditadura” que Luiz Marinho até já virou brigadeiro.
Em mais um caso de censura determinado pela Justiça de primeira instância, o jornal Diário do Grande ABC está proibido de publicar reportagens que relacionem o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT), ao suposto descarte de carteiras escolares em bom estado de conservação.



José Serra voltou a falar do BC
Depois que o José Serra falou que o Banco Central “não é a Santa Sé” e que existe um grupo ligado à instituição que se considera "acima do bem e do mal, que é o dono da verdade", mesmo falando que não haverá "nenhuma virada de mesa" na economia, a turminha da “boquinha” começou a falar as “baboseiras” que estão acostumados.
Mas como Serra gosta de esclarecer sem se intimidar com as “picuinhas” adversárias, fez questão de deixar claro suas razões: “Acho que o Banco Central trabalha direito. Agora, tem que ter um acompanhamento, sem dúvida nenhuma. Em qualquer país do mundo isso acontece, não é motivo para sobressalto”.


Eu sou do tempo em que dar gorjeta ao garçom era uma questão de agrado. Se o garçom atendia bem a gorjeta era “gorda” e se o garçom era daqueles “sem vergonha”, uma “banana” já era um bom negócio.
Mas o arremedo de profissional, tanto fez, que o sindicato acertou com os patrões e a gorjeta, que era uma contribuição espontânea, passou a ser obrigatória. Mas como o patrão não prega prego sem estopa, já que ajudou a tomar “no peito” o dinheiro do cliente, resolveu ficar com uma parte da gorjeta. Assim como o cliente passou a ser um simples “freguês”, o garçom passou a ser um “pato” nas mãos dos patrões.
E o governo petista está sempre olhando onde dá para tomar dinheiro do povo. E foi aí que o deputado petista, “sempre petista”, eleito pelo estado de Minas Gerais, Gilmar Machado achou por bem fazer um projeto para tornar oficial os 10% da gorjeta. Um projeto para tornar a gorjeta parte da nota do restaurante foi aprovado pela Câmara na semana passada.
Mas como tudo que vem dos parceiros do Lula eu sempre desconfio, fui olhar com mais cuidado esse projeto. Pois bem, pelo texto do projeto, o patrão terá que repassar "integralmente" a gorjeta “ao salário do empregado”. Desta forma, 20% da gorjeta "integral" serão repassados ao governo para pagar os “encargos sociais”.
E não pensem que a coisa para por aí. A proposta também obriga o empregador a anotar na certeira de trabalho do empregado, além do salário fixo, a quantia recebida com a taxa de serviço. Assim sendo, o “freguês” vai passar a pagar ao governo para frequentar restaurantes.
Colocando o “preto no branco”, Lula e seus asseclas nunca irão ajudar ao pequeno. Quando eles derem esmolas, desconfie.



