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quinta-feira, 15 de julho de 2010

Boca livre


Gerson Tavares

Boca livre é uma loucura. Você se prepara para receber 100 pessoas, mas pode estar certo que mais 200 irão chegar. Almoço ou jantar de adesão é coisa complicada, mas boca livre, não tem erro, é casa lotada na certa.

E não foi diferente quando na terça-feira cerca de 300 parlamentares de todos os partidos que apóiam a candidata petista Dilma Rousseff e até dos que não estão na coligação dela, como os dissidentes do PTB, foram apresentados à noite à ex-ministra como "o exército de homens que cuidará da batalha eleitoral a ser travada em 3 de outubro".

Aliás, o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), que por acaso é o candidato a vice na chapa de Dilma, foi o autor desta frase lapidar: "Ministra, este é o seu exército". Dizendo que estava ali só para pedir ajuda, Dilma exigiu: "Agora é a vez de trabalharmos nos Estados para vencer a eleição".

Como não poderia deixar de ser, Dilma prometeu "honrar a herança deixada pelo presidente Lula da Silva, que a escolheu para disputar a sucessão presidencial e cuidar do povo brasileiro". Pelo que já ouvi da Dilma, que falou há pouco tempo que tudo que foi feito durante o tempo de governo petista, sempre foi tocado por ela, se existe alguma herança deste governo que finda em dezembro, está herança é dela mesma.

Mas ai vem à história que ela agradeceu a Lula a herança da costura que ele fez para a ampla aliança em seu apoio e que está constituída por dez partidos.

E os parlamentares foram para Brasília especialmente para o encontro, um jantar na casa do deputado Eunício Oliveira (PMDB-CE). Eram aguardados cerca de 150 deputados e senadores, mas como era boca livre, apareceram quase trezentos.

Colocando o preto no branco, “boca-livre ninguém dispensa”. Mas agora resta saber quem irá pagar as passagens.

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