Compra de votos

Gerson Tavares
O Brasil já teve uma época em que no interior, principalmente do nordeste existia o “voto de cabresto”. Eram aqueles que votavam em quem o “coronel” mandava. Vou contar aqui uma piada que diz muito bem o que vem a ser o assunto.
Na manhã do dia da eleição, o “coronel” colocou os peões na carroceria do caminhão e foi para a cidade levar os trabalhadores para votar. Todos votaram e quando estavam embarcando na carroceria do caminhão, um deles virou-se para o patrão e falou. Patrão, nós já votamos, mas o senhor até agora não disse em quem nós votamos. O coronel virou é respondeu: Mas como? Então você não sabe que o voto é secreto?
Pois bem, é exatamente assim a coisa hoje, mas por incrível que pareça hoje o “voto de cabresto” chegou às grandes cidades. E agora não é o “coronel” que vota e sim, o próprio candidato. E eu explico. O governo federal montou um esquema de benesses durante esses anos de governo petista, que transformou muitos eleitores em “vendedores de votos”.
Os programas sociais foram distorcendo aquilo que é democracia. Hoje, nas grandes cidades já encontramos pessoas trocando benesses pelos votos da família. Os jovens que não procuravam os TREs para tirarem seus títulos, hoje são obrigados pelos pais a tirar o título porque “deu na televisão” que se a candidata do Lula não vencer as “Bolsas Famílias” vão acabar. Isto eu ouvi de um jovem de 16 anos que está fazendo campanha para a Dilma entre outros jovens na Baixada Fluminense.
Isto está fazendo com esses jovens fiquem mais preocupados em receber esmolas que pensar em mercado de trabalho. Quando Lula pede votos para sua candidata enfocando “Bolsa Família” ele está criando “vagabundos”.
Se o “aposentado” Lula acha que isso é natural, posso garantir que esse não é o pensamento daqueles aposentados que “realmente trabalharam” e no mínimo por 35 anos para receber o benefício.
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