Juíza ganha prêmio

Gerson Tavares
Quando um trabalhador faz o que não deve, ele é punido. Dependendo da falta, ele pode ser suspenso e até ser demitido. Se a falta for ainda mais grave, ele é demitido por justa causa e como castigo tem o fundo de garantia retido, o ex-patrão não da aquela carta de recomendação e ele além de sair com uma mão na frente e outra atrás, ainda fica no desvio para conseguir uma nova colocação. Bem feito para quem não sabe ser gente.
Mas nem todos passam por esses dissabores. E agora um fato chama a atenção de todos, quando uma pessoa que deveria ser exemplo de honradez, é pega em uma tremenda “sacanagem”.
A juíza Clarice Maria de Andrade, no estado do Pará, manteve presa uma menina de 15 anos em uma cela com 20 homens durante 26 dias, na cidade de Abaetetuca, naquele estado. O Conselho diz que Clarisse sabia que não havia separação de cela para a adolescente e mesmo assim a manteve presa por quase um mês.
O Conselho sabe que depois que foi divulgada a prisão na imprensa, Clarisse falsificou um documento de transferência da adolescente, tentando assim encobrir sua omissão. Já eu digo “encobrir falta de caráter”. Isto aconteceu em 2007 e agora então o Conselho Nacional de Justiça resolveu punir a juíza.
Mas no fundo, o que chamam de punição, não passa de um belo prêmio, já que pela constituição, Clarice não pode ser demitida. Ela simplesmente foi aposentada compulsoriamente, com seus vencimentos depositados todo mês em sua conta bancaria. É o ou não um prêmio?
Se colocarmos o “preto no branco”, Clarisse deu o “golpe da aposentadoria”.
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