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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Democracia e ditadura




Gerson Tavares



Uma tênue linha separa democracia de ditadura. Quando esse político que ai está, fala em democracia, ele demonstra que sabe tanto o que vem isto há ser, como sabiam o que era comunismo. Quando eles estão reunidos com os trabalhadores em seus movimentos sindicais e falam em “ombro a ombro”, tudo não passa de um engodo para que esse “lambari” seja comido pelo tubarão e ele, líder sindical, levar vantagem. Sempre foi assim e assim será enquanto o pobre trabalhador não acordar.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso chamou de "capitalismo burocrático" a ingerência de partidos e sindicatos nas decisões econômicas do governo e afirmou que "ditadores que vêm de baixo" distorcem a democracia.
Esta declaração tem total sentido, porque esse que ai está, depois que provou do “caviar”, não quer mais o “pão com mortadela” que o pobre trabalhador está comendo. Quando Fernando Henrique deu essa declaração, ele não citou nenhum nome. Ele reclamou sim, da falta de um "verdadeiro espírito de liberdade" no país.
"Não nos deixemos enganar ser possível existir formas de democracia que sejam consequência da manipulação pelos poderosos. Poderosos podem ter vindo até de baixo. Em geral os que mais manipulam vêm de baixo. Os ditadores, em geral, não são os que vêm de cima, vêm de baixo", disse o FHC.
Esta crítica ao "ditador que vem de baixo" foi feita durante o Fórum da Liberdade, evento de caráter liberal promovido por empresários na capital gaúcha. E para dar mais crédito a FHC, no mesmo debate, ex-presidente boliviano Jorge Quiroga classificou o "socialismo do século 21" do venezuelano Hugo Chávez como ameaça às instituições democráticas na América Latina. E isso está ai para qualquer pessoa que pensa um pouquinho que seja, possa ver.
E no Brasil podemos estar no mesmo caminho quando um partido está ligado a um sindicato que toma decisões dentro do governo. Partidos e sindicatos estão juntos em negociatas que estão acontecendo dentro de empresas e principalmente em fundos de recursos.
Por tudo isso, colocando o “preto no branco”, ou moralizamos o político e salvamos o país, ou então isso aqui vai virar uma anarquia generalizada.

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