Gerson Tavares
Os escândalos estão colocando a Igreja Católica em um “beco sem saída”. Ontem o papa Bento XVI disse que “a crise de abusos sexuais contra crianças cometidos por padres devem fazer a Igreja reconhecer a terrível verdade de que essa grande ameaça não vem de inimigos externos, mas do pecado dentro da Igreja”.
Um reconhecimento digno de um Chefe de Estado. Em seus comentários mais compreensivos desde que os escândalos sobre pedofilia na Igreja ganharam a atenção da imprensa internacional, o papa, falando como tal, disse que os religiosos precisam de "uma grande necessidade" de perceber que é preciso penitência por seus pecados e "aceitar a purificação". Porém, Bento XVI admitiu que os casos de abuso devessem ser levados à Justiça. "O perdão não substitui a Justiça", disse o6 pontífice.
Por que estou escrevendo sobre isso? Devem estar perguntando alguns já que fugi da minha linha política. Mas eu digo que não fugi e sim estou querendo mostrar que assim como na Igreja, quando o Chefe de Estado diz que perdão não substitui a Justiça, na política brasileira o caminho deveria ser o mesmo.
Só que na nossa política vale o perdão a qualquer custo, nem que para isso o governo “mude” a Justiça. Desde que aconteceu o primeiro escândalo no governo Lula, não aconteceu outra coisa a não ser perdoar. Desde Delúbio, passando por Genoino, José Dirceu, Marcos Valério e outros tais, até chegar a José Sarney, Agaciel Maia e até Fernando Sarney, todos até agora só receberam perdão. Quando a Justiça se pronuncia, logo o governo arruma um outro escândalo para que aquele fique no esquecimento e assim, já se passaram sete anos e alguns meses com a turma da “boquinha” só arrumando “grana”, metendo a mão numa boa.
Para que fique tudo “preto no branco”, é hora do Lula deixar de pensar que é Deus e passar a pensar que é um “papa”, para, como Bento XVI, também falar que perdão só tem valor aliado a Justiça.

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