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quinta-feira, 20 de maio de 2010

Dilma não festejou resultado da pesquisa




Gerson Tavares



Tenho um amigo, o “Zé Doidão” que sempre usa uma frase para explicar que não tem dúvidas em relação as pessoas que lida o dia a dia: “Eu conheço meu gado”. E a Dilma Rousseff também parece conhecer bem o seu gado, quando não festeja os resultados das pesquisas “Sensus” e “Vox Populi” que foram divulgadas no final da semana passada.
Em entrevista ao programa do Ratinho, no SBT, Dilma falou que a eleição ainda não foi ganha por ninguém. “Não acho que podemos pegar uma pesquisa e dizer: “Ah, ganhei a eleição’. Ganha-se a eleição no dia da eleição”. E Dilma sabe por que falou assim, afinal ela conhece os interesses que estão por trás dessas pesquisas.
O instituto “Sensus” já divulgou anteriormente um resultado de pesquisa onde ela estava empatada com o Serra e quando a Justiça Eleitoral mandou fazer uma investigação nos dados, depois de muito relutar os dados sumiram. Quando foi divulgado que a pesquisa havia sido solicitada por sindicalistas, o mundo ficou sabendo que tudo não passou de "mutreta".
Agora o “Sensus” publica o resultado de mais uma pesquisa, só que desta vez a Dilma já está na frente de Serra. Esta pesquisa foi solicitada por um órgão que também está nas mãos de sindicalistas, o que para mim não recomenda em nada. Como Vox Populi, um dia após, dá um resultado que é quase uma copia da “Sensus”, quem pode dizer que não rolou “algum” nessa “dobradinha”?
Mas o importante para Dilma nestas pesquisas é que mesmo sendo de “mentirinha” a intenção de voto implica vários benefícios. O primeiro é que a militância fica mais motivada e não mede suas atitudes para debater com os rivais. Mas a influência não para por aí. A divulgação do empate de Dilma Rousseff com José Serra, até com vantagem, serve para ajudar o PT a montar os seus palanques estaduais para Dilma fazer campanha e ainda influenciar aqueles "votos úteis" dos desavisados.
E para finalizar, vem o que mais o político gosta. Os percentuais mais altos nas pesquisas tende ao aumento das contribuições financeiras que cada campanha recebe. Para quem está na frente da pesquisa ou é percebido como favorito, a tendência é arrecadar mais.
“Afinal, vou colocar o meu dinheiro na campanha que vai me dar por quatro anos um retorno com as ‘negociatas’ que vamos armar”. Colocando preto no branco, é assim que pensam e agem os “patronos da quadrilha”.

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