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quarta-feira, 5 de maio de 2010

Ficha limpa é brincadeira




Gerson Tavares



O líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza, do PT de São Paulo, afirmou na segunda-feira que não há condições de aplicação do projeto ficha limpa nas eleições deste ano, mas mesmo assim, é intenção de votar a proposta, que torna mais rígidas as regras de inelegibilidade.
Para o líder do governo, o relatório de José Eduardo Cardozo, também do PT de São Paulo, que foi apresentado na semana passada na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), é "bastante adequado" e conseguiu mais apoios que o projeto inicial, que previa a inelegibilidade de candidatos condenados em 1ª instância.
A proposta de Cardozo altera o texto apresentado no projeto de iniciativa popular, que reuniu cerca de um milhão e 600 mil assinaturas que foi elaborado pelo grupo de trabalho que analisou o tema, de autoria do deputado Índio da Costa, do DEM do RJ.
Como bom representante dos “safardanas”, no projeto do relator petista, o candidato pode apresentar um recurso, com o chamado efeito suspensivo, contra a decisão tomada em 2ª instância por um colegiado que o tenha condenado por algum crime que implique inelegibilidade.
Nesse caso, haverá prioridade para o julgamento do recurso, o que, segundo o relator, irá acelerar a decisão. Caso o recurso seja rejeitado, o registro da candidatura é cassado.
No pensamento do Cardoso, só entrará com recursos quem acreditar que a decisão será favorável na instância superior. Segundo ele, assim deverá ter fim a história de recorrer para que a tramitação se prolongue.
Esse Cardoso anda lendo muito gibi. Até parece que a coisa por aqui acontece assim. E quanto a ser julgado em última estância, os petistas sabem que nunca irá acontecer.
Colocando o “preto no branco”, das duas uma: ou ele é defensor dos bandidos, ou então é o bandido mesmo.

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