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terça-feira, 4 de maio de 2010

Marcha da maconha




Gerson Tavares



Foi no sábado passado que a orla da Zona Sul do Rio de Janeiro se transformou em reduto do vício. Não tenho nada com isso se alguém fuma maconha já que cada um tem o direito de ser como quer, mas só acho que meus direitos tem que ser respeitados.
Sou da época em que se alguém estivesse fumando o “cigarro do capeta” e visse que alguém estava se aproximando, o viciado saía dali e procurava ficar mais distante, quase que escondido. Não por medo, mas por respeito aos cidadãos, coisa que hoje já não existe.
Agora temos a “marcha da maconha”, uma passeata pelas ruas de Ipanema para demonstrar a “força” do viciado. Como eu disse, não tenho nada com isso, mas não posso deixar que o viciado venha tentar mostrar aos jovens que é “bom ser maconheiro”.
A maconha nada mais é que a porta de entrada para o vício. Os usuários de drogas pesadas começaram na maconha e depois de droga em droga tornam-se “drogas”. E aí vem o Carlos Minc, deputado estadual do Rio e ex-ministro do meio Ambiente à frente da “marcha”. Ainda bem que nunca votei nele, sendo assim não preciso me penitenciar. E até por ironia o Minc, que foi ministro do Meio Ambiente, é a favor de queimar “mato”.
Colocando o “preto no branco”, se a “marcha da maconha” levou duas mil pessoas às ruas, a “marcha do crack” vai levar muito mais ao cemitério.
Droga é uma droga!

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