Ética já era

Gerson Tavares
Quando eu digo que “ética já era” poderia ser até “ética nunca foi”. Isto para comentar a entrevista do Fernando Pimentel, ex-militante de grupo que lutou contra o governo militar e que está ao lado de Dilma Rousseff. Ele que já foi prefeito de Belo Horizonte, está no grupo de comando da campanha da amiga, até pelos “laços terroristas” que os unem.
E é o Pimentel que diz que “o PT já não usa mais a ideologia como máscara para não enxergar a realidade”. Sem querer o coordenador da campanha da Dilma falou que até agora o PT se “fantasiou” de ético, mas que na verdade é mais antiético que qualquer outro partido. Sim, porque se você usou uma simples máscara para esconder sua verdadeira identidade, é no mínimo charlatão e ou estelionatário.
Pimentel chegou a falar na entrevista que o episódio do dossiê é irrelevante, disse ainda que o que está sendo propalado não aconteceu. Só esquece o “escudeiro do terror” que em matéria de dossiê, a turma da Dilma é formada por mestres do assunto. Já vem de longe o “fato irrelevante” ao qual ele faz referencia. Pelo menos pela terceira vez um dossiê petista é descoberto.
E ao ser perguntado sobre as alianças para garantir a candidatura da Dilma, Pimentel mostrou que para garantir a continuidade vale até fazer acordo com o capeta. Pelo menos ao falar sobre a aliança com o PMDB ele disse que o preço é alto, mas vale a pena para eleger a substituta de Lula. E muito mais ele falou, mas sem que conseguisse provar que moral e ética, possa ser o forte do partido da “boquinha”.
Depois dessa entrevista, colocando o preto no branco, fica provado que em política, ética e moral passam longe.
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