“Ficha Limpa” para mim é uma dúvida

Gerson Tavares
Eu não consigo ver esse negócio de “Ficha Limpa” como vitória da cidadania. Mesmo com o presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Ophir Cavalcante, comemorando a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de que a lei Ficha Limpa, que impede a candidatura de pessoas com condenação na Justiça por um colegiado (mais de um juiz), vale para as eleições deste ano, eu ainda não acredito que isso vá acontecer. Político é um ser do mal e não se rende assim tão fácil.
Mas segundo o Ophir Cavalcanti, o projeto permitirá que partidos tenham critérios mais rigorosos na escolha de seus candidatos. Só não podemos esquecer que a maioria dos partidos que aí estão, foram formados e tem em suas diretorias pessoas corruptas e muitos desses partidos foram formados exatamente para acobertar “bandidos”.
“O TSE afirmou e reafirmou o que a nação brasileira está perseguindo há algum tempo: ela quer ética na política. Portanto, é mais uma vitória no combate à corrupção. A sociedade sai vitoriosa e, o que é muito importante, a Justiça brasileira acompanhou esse anseio da sociedade brasileira”. Esta colocação é muito bonita, mas será que vamos conseguir que a Justiça fique do nosso lado? Não podemos esquecer que muitos ministros que estão por aí, são parte da cota dos senadores e deputados e eles não estão lendo a mesma cartilha que a sociedade lê.
Ophir fala que, com a lei, a sociedade disse para todo o Brasil que quer políticos sérios. Estou com ele, mas até gostaria de acreditar que o Brasil está inaugurando um novo momento na política brasileira, onde a ética irá prevalecer sobre todos os demais aspectos.
Mas quando tudo irá depender do STF já não vejo com bons olhos. Como a lei não poderá retroagir, só estão sujeitos a punições, os “safardanas” que tenham sofrido sanções após o último dia 4 de junho. E como tudo que depende do STF eu sempre coloco um pé atrás, os Mallufs, os Garotinhos, os Lagos e outros tantos politiqueiros, tenho quase certeza que estarão de volta às urnas em outubro.
Se colocarmos o preto no branco, aquilo que está claro para a sociedade brasileira não é nem de longe um facho de luz para esses "políticos-pelegos" que estão comandando o país.
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