Gerson Tavares
Até parece uma grande novidade para alguém que aquele “famoso mensalão” ainda existe. Mas tem gente que prefere se enganar e acha melhor ficar pensando que ele acabou e que na política tudo hoje é um mar de rosas.
Roberto Gurgel é procurador-geral da República e está defendendo uma intervenção federal no Distrito Federal devido ao suposto esquema de corrupção no governo local, o “mensalão do Arruda”. Segundo Gurgel, mesmo depois de preso e afastado do governo, José Roberto Arruda continua com o esquema em operação.
O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para a próxima quarta-feira o julgamento do pedido de intervenção feito pela Procuradoria Geral da República em fevereiro, logo após a prisão de Arruda. Segundo o procurador, existe uma grande expectativa de que a Suprema Corte julgue procedente a intervenção.
E como já passou tanto tempo desde o aquele pedido, já tem muita gente duvidando que isso possa acontecer, mas Gurgel refuta o argumento de que a intervenção já não teria efetividade devido ao tempo que se passou desde o pedido. Ele diz que os problemas são os mesmos ainda hoje e que o atual governador não tem condições de sanear os problemas, já que ele foi eleito com os votos dos mesmos deputados envolvidos no esquema.
Mas como este negócio de “mensalão sem fim” não é privilegio do Distrito Federal, vocês já se perguntaram se o primeiro “mensalão”, aquele que veio a tona quando o Roberto Jefferson abriu bico, teve um fim? Claro que não. Só mudaram os “ratos”, mas a roubalheira continua a mesma e tudo com aval dos governantes que aí estão lutando para eleger a Dilma. Não podemos esquecer que tudo acontecia exatamente na sala ao lado da ocupada pelo presidente, na época com José Dirceu, que depois foi ocupada pela Dilma e que hoje é comandada pela Erenice Guerra, a "rainha do dossiê", a escudeira da candidata do Lula.
Colocando o preto no branco, Dilma eleita, “mensalão” garantido por mais quatro anos.

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