Será que fui enganado?
Quando o procurador-geral de Justiça, Cláudio Lopes, chamou o Adriano, "misto de jogador e marginal", para depor no MPE, o presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Rio de Janeiro, a Adepol, Wladimir Reale, criticou a decisão do MP de ouvir o jogador porque estaria gerando uma duplicidade de depoimento já que ele deveria comparecer a delegacia de polícia para prestar depoimento ao delegado Luiz Alberto Andrade. Eu também estranhei aquela atitude do procurador e dei a maior força não só ao Wladimir, mas também o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado do Rio de Janeiro, a Sindepol, Sérgio Caldas, que reforçou as críticas.
Dei também força ao secretário de Segurança do Estado do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame e ao chefe de Polícia, Alan Turnowski, que não arredavam pé de que o Adriano fosse ouvido pela autoridade policial. Enquanto isso o procurador-geral de Justiça, Cláudio Lopes, classificou como gravíssimos os fatos dos quais era acusado o jogador e alertava para que tudo fosse muito bem investigado, pois os indícios eram de que o Adriano tinha “culpa no cartório”.
Depois o jogador se apresentou à polícia e em seu depoimento muita coisa ficou sem resposta e quando respondida, ficava nebulosa demais. Para piorar o seu advogado admitiu que Adriano realmente sacou sessenta mil reais do banco a pedido de um traficante. Disse o advogado que o “FB”, este é o traficante, mandou um recado para o seu cliente para saber se ele podia ajudar na festa das crianças na comunidade Vila Cruzeiro.
E foi aí que comecei a pensar melhor o por que de toda a pressão do delegado sobre o fato do Adriano ter feito um depoimento no Ministério Público. Por que será que o delegado Luiz Alberto Andrade não queria que o jogador fosse ao MP?
Mas logo depois a Polícia Civil me deu a resposta e que não gostei. Por tudo que o procurador falou, o Adriano nunca poderia ter sido liberado para viajar, mas segundo o delegado, ele poderia ir tranquilamente. E foi aí que me veio a preocupação da conivência do delegado naquilo que poderá acontecer. Ora gente, quem me garante que isso não foi uma fuga? E se não é, pelo menos poderá ser.
Colocando o preto no branco, se “o bicho pegar”, “Bye, bye, Brasil!”.

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