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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Democracia é coisa séria

Gerson Tavares



Logo em primeiro discurso como presidente eleita do Brasil, em um hotel em Brasília, Dilma Rousseff prometeu que em seu futuro governo irá garantir a liberdade de imprensa e religiosa, temas que geraram polêmica ao longo do segundo turno da campanha eleitoral. Da área econômica ela falou: “Cuidaremos da nossa economia com toda a responsabilidade. O povo brasileiro não aceita mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios”.

Nesta segunda-feira a Ana Maria, em seu programa na TV Globo teceu elogios à Dilma, mas o que mais a incomodava era não saber ainda se chama a Dilma de presidente ou presidenta. Num momento de “bestialidade”, Ana chegou a perder bons minutos e quando se referia à Dilma e a chamava de “presidenta”, ela frisava bem o “denta”, como se fosse assim, garotinha do “beaba”, tornando-se mesmo ridícula.

Mas ela não parou por ai e quando adentrou ao cenário o filósofo e mestre em Educação, Mario Sérgio Cortella, ela quis saber como deveria chamar a Dilma. Mario Sérgio falou que quando a palavra termina em “ente” pode ser igual para o masculino ou para o feminino, mas que a pessoa a ser tratada poderá escolher “ente” ou “enta”. Só faltou o Mario falar que “ento” não pode.

Mas o que interessa mesmo é saber se vamos ter uma presidente com capacidade e quanto a isso, Mario Sérgio disse que “ela aprendeu muito com o presidente Lula, por exemplo, e representa bem”.

Ele falou ainda sobre ser a primeira vez na história da República que um terceiro presidente eleito toma posse seguidamente. Em 510 anos de Brasil, nunca tivemos um fato como este e isso é prova de democracia.

O fato de três presidentes seguidos pode até ser histórico, mas falar que isso é prova de democracia já é um pouco demais. A democracia existe, mas está muito maculada nos dias de hoje. Não posso elogiar uma democracia onde um presidente da República tem o desplante de ser o principal cabo eleitoral de um dos candidatos. Fazendo isso, Lula em momento algum deixou de usar a maquina governamental para fazer campanha de Dilma.

Lula usava o avião presidencial para seus deslocamentos todos os dias para fazer comício para sua candidata. De 3 de julho até dia 30 de outubro Lula e seus ministros não trabalharam mais. Saíram em campo para eleger a Dilma e nada fazia com que eles “se mancassem”. Fizeram da maquina de governo uma verdadeira arma para eleger a única pessoa que poderia garantir a tranquilidade por mais quatro anos.

Quando falo tranquilidade é pelo fato que só com a Dilma eleita, Lula tinha certeza que os “podres” iriam ficar escondidos. Infelizmente está é a realidade: “Dilma eleita, Lula solto!”.

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