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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Promessas de campanha


Gerson Tavares



Promessas de campanha nunca foram cumpridas, mas o eleitor, sem vergonha como ele só, acredita, vota, depois chora e esquece. Sempre foi assim, mas agora a coisa piorou, tanto é que os políticos não dão tempo nem de que esqueçam suas promessas.

A candidata Dilma Rousseff, para combater a campanha do adversário José Serra falou em aumento de salário e usou a arma do “aumento”, entre tantas outras, para se eleger. Eleita, não esperou nem o povo esquecer dos seus discursos e já mandou o seu “assecla” Paulo Bernardo soltar a bomba: “Não adianta pressão das centrais sindicais por aumento real do mínimo”.

Foi assim que o eleitor iludido recebeu, logo na primeira semana após eleição, recado da Dilma. O ministro do Lula que será um dos homens fortes de Dilma, falou na quinta-feira que todo o Orçamento vai precisar de uns ajustes e que a ordem da presidente eleita é de “arroxo”.

Os líderes no Congresso já estão sendo procurados pela equipe da Dilma, para tentar impedir que sejam incluidos recursos extras que possam criar quaisquer aumentos de gastos no Orçamento de 2011. Dizendo que a ordem é “preservar os investimento”, ele deixou claro que "gastos" é promessa de uma campanha já passada.

Falando sobre o salário mínimo, Bernardo não escondeu que não dá para ter um critério e que tudo muda quando o ano é ruim. Esta foi a reação do futuro ministro-chefe da Casa Civil descartando assim, qualquer exito das investidas que as centrais sindicais possam encabeçar.

E assim, o eleitor que votou na Dilma porque ela era a “maior”, agora já está achando que o José Serra poderia ter sido a única opção plausível.

Quem não conhece a Dilma que a compre. Votou? Agora aguenta.

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