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quinta-feira, 17 de junho de 2010

Eles não se emendam

Gerson Tavares

Abre-se o pano, as luzes se acendem. Antes era a emenda Ibsen Pinheiro que atormentava o governo carioca e agora já passamos para a emenda Simon, que foi aprovada pelo Senado. Todas as emendas estão ao gosto de Lula para que a distribuição de votos da Dilma aconteça em todo o solo brasileiro.

Mas como político é um bicho sem vergonha, Sérgio Cabral que tanto grita contra as emendas, anda de cima para baixo e de baixo para cima com o Lula e a Dilma pedindo e quase exigindo votos.

Nada demais essa “romaria” pelos votos se não houvesse essa gritaria toda que “tungaram” os royalties do Rio de Janeiro com esse “maldito” Pré-Sal do Lula. O presidente da Cedae, Wagner Victer afirmou esta semana que tudo que foi previsto em termos de saneamento para a Copa do Mundo 2014 e para as Olimpíadas 2016 não será executado se o presidente Lula sancionar a “emenda Simon”.

Victer falou que a simples aprovação da emenda, que é demagógica e irresponsável irá prejudicar as negociações para que o Estado do Rio consiga os empréstimos que são necessários para investimento em saneamento. E eu pergunto: Quem é o demagogo e irresponsável? Será o Lula? Afinal, é ele que manda e o resto só acata as ordens. Mas se ele é tudo isso que o Victer falou, o que anda fazendo o Sérgio Cabral, chefe do Victer, ao lado de Lula e Dilma?

E pensando bem, se há mais de dez anos estão gastando dinheiro japonês para despoluir a Baia de Guanabara e até hoje só gastaram o dinheiro e a água continua uma “m”, não vai ser agora que eles vão resolver o problema. Além do mais, será que alguém pode explicar como o Rio irá perder tanto dinheiro depois dessa “emenda”, o que foi feitocom o que ele recebeu até agora? Para colocar o preto no branco, só quero uma explicação: como e em que esse dinheirão foi usado até agora?
Pano rápido!

Um comentário:

  1. Boa pergunta, Gerson: Onde foi usado aquele dinheiro todo? Já há anos, quando passava pela avenida Rodrigues Alves a obra estava lá. Passava ano após ano e lá, no mesmo lugar estava a obra com aquela tabuleta de obra de despoluição da Baia da Guanabara.

    E hoje, a obra está lá, no mesmo lugar e a sujeira, também, nas águas da Baia da Guanabara, no mesmo lugar.

    Político é tudo igual. De carater tão sujo quanto a Baia da Guanabara.


    Hilário de Gouveia Bulhões
    Leblon - RJ

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