Imperador do mau
Quando a polícia convidou o jogador Adriano a comparecer à delegacia para testemunhar sobre fatos que envolvem o seu nome com nomes de alguns traficantes, o papel desse “cidadão” era comparecer e ali falar o que sabe, já que como testemunha poderia ou não saber daquilo que a polícia investiga.
Mas ele resolveu que não deveria se apresentar e o seu “adevogado” falou que ele estava impossibilitado de comparecer à delegacia. Mas logo depois pediu ao Ministério Público que o seu “cliente” fosse ouvido pelo MP e que o delegado fosse até lá para ouvir e não, perguntar. Não sei por que “cargas d’água” o MP resolveu acatar o pedido do “adevogado” e assim fez.
Não sei até onde isso é correto, mas sei que foi antiético por parte do promotor, já que existe processos correndo na polícia. Mas já que ele resolveu dar uma de “bonzinho” para com um “ídolo”, quem sou eu para contestar. Mas como eu não estou sozinho nessa, o presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado do Rio de Janeiro, a Adepol, Wladimir Reale, também criticou a decisão do MPE de ouvir o Adriano.
Segundo Wladimir o MPE é incompetente para agir em fase pré-processual. Eu vejo que pode ter sido, isto sim, uma forma de dar uma duplicidade de investigação, o que poderá anular o trabalho policial. Wladimir falou e eu vejo na mesma ótica, que esta decisão do promotor só irá atrapalhar, causando assim prejuízo ao processo.
Mas para complicar mais ainda o MPE, o presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado do Rio de Janeiro, a Sindepol, Sérgio Caldas, se Adriano foi convidado a comparecer à delegacia e não compareceu e no dia seguinte foi ao MPE, ele deveria ser conduzido pela autoridade à delegacia para depor. E aqui também eu completo o pensamento do Sérgio Caldas que este seria o papel de um promotor com condições normais de exercer sua função.
Mas a sorte é que a polícia carioca está com um bom comando e tanto o Secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, quanto o chefe de Polícia, Alan Turnowski não arredaram pé de ter o Adriano sentadinho na cadeira da delegacia para contar todo que sabe e que a meu ver, participa. Por enquanto já temos investigações em três delegacias e não sabemos se a coisa vai parar por aí.
E na quinta-feira Adriano “resolveu” ir até a polícia, na 38ª DP, em Brás de Pina e segundo o delegado Luiz Alberto Andrade, que o jogador falou que os sessenta mil reais enviados aos “amigos” traficantes, foram para dar cestas básicas à comunidade.
Mas como qualquer bandido nunca fala aquilo que realmente acontece ou pelo menos “como acontece”, ficou o dito pelo não dito. Mas a realidade é que o Adriano foi flagrado em ligação telefônica autorizando um “amigo” a sacar sessenta mil reais e como ele agora falou que era para comprar cestas básicas, começa uma outra história e desta vez, “já tem político colocando a barba de molho”.
E foi aí que o meu amigo “Zé Doidão”, colocando o preto no branco, falou que o pessoal do governo federal está muito preocupado, porque com o Adriano distribuindo tantas cestas básicas nos redutos dos seus “amigos” traficantes, qualquer dia o Lula já não terá mais como trocar “Bolsa Família” por votos para a Dilma.

Este é Brasil de hoje, onde tudo que não presta tem valor.
ResponderExcluirSe o Adriano está tão envolvido com os traficantes, será que a Ptrícia Amorim teria coragem de recebê-lo de volta?
Sim, porque não acredito que ele vá jogar na Europa depois dessa loucura toda.
Pobre juventudo que vê esses 'idolos' se declararem bandidos.
Fernanda Campos Silva
Barra da Tijuca - Rio
Pobre jovem brasileiro que está tendo como exemplo um 'Adriano da vida'. É triste ver que a juventude do país está nas mãos dos traficantes.
ResponderExcluirQue a polícia não deixe esse "bandido" ir a Itália. Se for, vai fugir.
Luciana Costa e Silva
Niterói - Rio