Notícias

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

O Fim da República



Gerson Tavares



Tenho um amigo que sempre me manda grandes ideias e que levo muito a sério. São quase que pensamentos que deveriam ser analisados por todo o brasileiro que gosta de seu país.

Desta vez esse faz uma explanação da verdadeira situação democrática pela qual estamos vivendo em nosso Brasil varonil. Diz o Ari Dib, que no dia 5 passado, por tanto há quatro dias, que graças à brilhante atuação da "esquerda" no Congresso, estava sendo enviado ao Presidente da República um projeto de lei que deixaria Médici ou Geisel “muito orgulhosos” do Lulla. Aliás, Ari Dib escreve Lula com dois “eles” como já costumo fazer e que pelo visto já está virando a nova marca do metalúrgico.

Este projeto dará poder de polícia às Forças Armadas e, como diz o Ari, coisa que nem os militares quando estiveram no poder tiveram coragem de fazer. Depois deste projeto assinado pelo Lulla, se um coronel ou um cabo quiser prender alguém na rua, terá toda a autoridade para isso, ainda que a justificativa seja a de patrulhamento da fronteira, que por sinal, pelo menos até agora cabia à Polícia Federal, mas graças à suposta "esquerda" que está no governo, qualquer “borra botas” terá garantido o direito de prender. Isto porque "poder de polícia é poder de polícia".

Mas para piorar ainda mais a coisa, Lulla terá um superministro militar. Lógico que o Lulla em sua ignorância não sabe que está tirando todo o poder do presidente que fica destituído da função de Comandante Supremo das Forças Armadas, já que quem passa a ter o poder para nomear os comandantes das Forças será este "superministro da Defesa". Será ele que irá decidir quem é quem para ser promovido a general. Isto que dizer que só o superministro vai dizer quem chegará a oficial-general e "PT" saudações.

É ai que o Ari Dib constata: Com essa atitude de dar poder a qualquer um para este super Ministério, a intenção é mais uma vez humilhar os militares e dizer que a nomeação dos comandantes das Forças, e oficiais generais, é algo tão insignificante e irrelevante que pode ser feita por qualquer um. Basta ver que o hoje ministro da Defesa é o Nelson Jobim, que mesmo se vestindo de "general da banda", nunca passou pela tropa nem em sonho.

Será que assim não estão dando início à desestabilização da República. Não podemos esquecer que existe um projeto dos comandos militares para fazer com que o ministro da Defesa venha a ser um militar. Mas como essa turma que aí está, quer ter as três Forças Militares nas mãos, esse pode ser o principio de um grande golpe.

E eu fico com o Ari Dib, quando ele diz que não há menor dúvida que o Lulla foi um governo de extrema direita voltado ao serviço dos grandes bancos. Para isso basta ver a base de apoio e sustentação, não só de oito anos de governo, mas também de campanha da sua candidata para os próximos quatro anos.

Colocando o preto no branco, sendo sancionado este projeto, é irrelevante quem será o próximo Presidente da República. Mas uma pergunta fica no ar: “Quem será o nosso grande líder? Quem será o futuro ministro da Defesa?”.

Ari, Obrigado por mais essa colaboração de alerta. Volte sempre.

Nenhum comentário:

Postar um comentário