A crise está implantada
Gerson Tavares
Depois que Sérgio Cabral pensou que tinha emplacado o seu assecla no Ministério da Saúde, uma crise geral surgiu nos gabinetes do governo que entra e do governo que deveria sair. Ninguém estava engolindo o secretário do Cabral assim, sem regurgitar.
Muito mais do que a frustração dos petistas, a indicação do secretário de Saúde do Rio, provocou a inquietação de integrantes do movimento sanitário do País. “Pai” de uma das bandeiras de campanha da presidente eleita na área de saúde, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), Côrtes é visto como um defensor da ampliação da participação do setor privado na saúde pública. Pelos setores mais tradicionais, isto é considerado como uma afronta ao SUS.
Só esquecem esses setores, que durante a campanha eleitoral, as bandeiras das UPAs foram levantadas juntamente com as dos PACs, não só pelo Cabral, mais também por Dilma e por Lula. O receio de que o futuro ministro da Saúde transforme num movimento nacional deveria ser discussão quando ainda em campanha e não agora.
Estão preocupados com a tendência da parceria público-privada na saúde, mas se olharem bem, a privatização para o período de 2011 até 2014 já está iniciada. não podemos esquecer que os principais aeroportos do país já estão listados para tal e a Infraero tem o mesmo caminho.
Por tanto, se para os eleitores da Dilma, o José Serra era o privatizador, agora, para os petistas, Sérgio Côrtes representa mais do que uma simples ameaça de terceirização do sistema de saúde.
Mas isso é bem feito. Quem mandou criar cobra?

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