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quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Na divisão do bolo, a “briga” é grande

Gerson Tavares



Quando eles estavam lutando para vencer as eleições não notavam que o futuro seria “afrodescendente”. Valia qualquer acordo, qualquer acerto para chegar lá. Mas o futuro bateu à porta e começou a briga pelos cargos.

O PT, por se considerar o dono do governo queria mais e mais e todo dia vinha com mais reivindicações para a mesa de “negociatas”. Mas o PMDB que se considera o grande vencedor das eleições, e diga-se a bem da verdade, que sem as “tramóias” da turma do Sarney e de outros “quadrilheiros” do partido, a Dilma não teria chegado lá, mesmo com todo o “prestigio” do Lula.

Mas na luta pelos cargos, Lula, que escalou o time, garantiu para o PT um número bem maior de cargos. São dezoito cargos, quase que a metade deles, para o partido da “boquinha”. Mas também, quem divide e não fica com a maior parte, ou é burro ou não sabe contar e o Lula não é burro e contar, pelo menos pelos dedos ele sabe contar, embora com alguma dificuldade por “problemas pessoais”.

Quando o PMDB viu que só iria ficar com sete cargos, aí a coisa ficou feia. Mas como tem horas que números passam a ser inferior a qualidade e em termos de Ministérios a maior qualidade é a que tem melhor verba, o PMDB consegui colocar uma turma que sabe fazer as coisas em cargos que lidam com muita “grana” e assim, pode até compensar o número ínfimo de pessoal. Não podemos esquecer que quem tem um Pedro Novais, um Garibaldi Alves, um Edison Lobão e até um Moreira Franco com dinheiro nas mãos, está com tudo e não está prosa.

Enquanto isso, para aqueles aliados “nanicos”, aqueles que só entraram na coligação para garantir um “espaço”, mas que foram de grande valia para o espaço de propaganda, qualquer migalha serve. Assim o PSB ficou com três cargos, o PCdoB, o PDT, o PR e até o PP, pegaram unzinho só cada um e ainda saíram agradecendo e beijando os pés de Lula e Dilma.

E assim Lula mostrou como se faz uma coligação. Na hora de ser servido, ofereça tudo, mas na hora do troco, “vão se lascar seus babacas”.

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