Ocultar identidade

Gerson Tavares
Esta é a prática que está sendo adotada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para beneficiar os “bandidos” ilustres. Esta prática está servindo como proteção adicional para políticos e outras autoridades que detêm foro privilegiado. Os inquéritos e outros processos no STF passaram a tramitar em caráter confidencial, apenas com as iniciais dos nomes de quem está sendo investigado.
Este procedimento até seria normal, se os processos estivessem em segredo de Justiça, mas a prática foi ampliada pelo STF, sob o argumento de que seria necessário preservar "a honra e a intimidade das pessoas". Mas eu pergunto: e bandido lá tem honra? Todo mundo sabe que político quando chega ao STF está mais sujo que pau de galinheiro, o que faz com que essa medida seja sim, mais um absurdo desta Corte de Justiça que tantos erros cometeu nesses últimos anos.
Com esta medida, com apenas com as iniciais dos nomes nos processos, fica praticamente impossível saber quem está sob investigação, fato que poderá facilitar muitos dos “safardanas” que mesmo com processo lá no STF poderão continuar “atacando” na área da corrupção. Mas como tudo sempre tem um principio, ficamos sabendo que um dos favorecidos da nova modalidade de enganar o povo, foi o presidente do Superior Tribunal de Justiça, Ari Pargendler, que está sendo processado por injúria pelo ex-estagiário Marco Paulo dos Santos. Na queixa contra Pargendler, o ex-estagiário relatou ter sido agredido verbalmente e demitido por ordem do presidente do STJ.
Este processo não estava correndo em segredo de Justiça. Os advogados do presidente do STJ até chegaram a pedir que o processo fosse sigiloso, mas o relator, ministro Celso de Mello, na ocasião rejeitou o pedido e falou: "Nada deve justificar, em princípio, a tramitação, em regime de sigilo, de qualquer procedimento que tenha curso em juízo, pois deve prevalecer a cláusula de publicidade."
Mas outros que serão beneficiados são parceiros dos “chefes” da gang governamental e neste caso está um “conterrâneo político” do Zé Ribamar. O mais recente beneficiário dessa nova “modalidade” de julgamento confidencial foi o prefeito de Macapá, Roberto Góes. Preso e trazido para Brasília, ele pediu ao Supremo para ser libertado. O habeas corpus que chegou ao STF, apesar de não ter nada que possa autorizar o segredo de Justiça, foi colocado no sistema tendo como parte ARRGDAS (Antônio Roberto Rodrigues Góes da Silva).
Isso é uma vergonha!
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