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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Segurança não custa caro





Gerson Tavares



Quando o José Mariano Beltrame resolveu dar início aos contra-ataques para mostrar aos traficantes que no Rio de Janeiro tem policial disposto a dar fim ao “poder paralelo” que eles tantos se vangloriavam, muita gente achou que era só “fogo de palha”.

Mas as UPPs foram chegando às comunidades e tomando conta dos espaços que antes eram dominados pelo terror e pelo medo. Hoje as crianças brincam nas comunidades e as famílias entram e saem de suas casas a qualquer hora do dia ou da noite sem medo.

A última cartada da turma do Beltrame até agora foi a tomada do Complexo do Alemão, onde bandidos aterrorizavam os bairros da Penha, Olaria, Bonsucesso e todos os arredores. Com o reforço das Forças Armadas, as polícias, Civil e Militar, entraram para mostrar que bandido não passa de um covarde, aquele que barbariza a população, mas quando chega na hora do “vamos ver”, mostra que nunca foi tão homem assim.

Hoje se discute se as UPPs custam muito caro para apaziguar toda a cidade do Rio. Lógico que depois de acabar com a bandidagem na cidade, o governo vai ter que investir em igualdade de condições pelos municípios, começando pelo “Grande Rio”, que envolve Niterói, São Gonçalo, Duque de Caxias, São João de Meriti, Nilópolis, Mesquita, Nova Iguaçu, Queimados, Jaceruba, Japeri e Paracambi. Depois entrar pelo interior do estado até varrer no solo fluminense essa praga que é o trafico de droga.

Mas voltando ao que dizem ser caro, para pacificar todas as comunidades da cidade do Rio, serão necessários por ano, R$ 321 milhões. Com esse dinheiro teríamos um milhão de pessoas vivendo em comunidades pacificadas e com a juventude tendo um futuro melhor pela frente. Seria um pequeno custo para dar a população uma vida bem melhor. E para mostrar que é pouco dinheiro a ser investido, é só mostrar que essa importância de R$ 321 milhões corresponde a menos que um milésimo do PIB do estado que é de R$ 343 bilhões.

Mas não podemos esquecer que José Mariano Beltrame é apenas o secretário de Segurança e não o governador. Que o Sérgio Cabral acorde e esqueça essa besteira de pedir a Dilma para lutar pela liberação da maconha, porque essa erva é só a porta de entrada do jovem no mundo das drogas.

Acorda Sérgio Cabral... Drogas nunca mais!

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