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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

“Sempre tem um gato na tuba”






Gerson Tavares



O governo Lula está quase acabando, mas os golpes não param e desta vez a sorte estava do lado do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que conseguiu identificar uma tentativa bilionária de golpe no Banco do Brasil.

Tudo estava sendo muito bem tramado com base em documentos falsificados que uma quadrilha interestadual conseguiu que o Judiciário do Pará, com rapidez incomum, bloqueasse R$ 2,3 bilhões da instituição financeira. Depois de autorizado o bloqueio, o próximo passo seria o depósito da soma bilionária na conta dos golpistas.

Mas como a sorte não estava desta vez do lados dos bandidos, na noite de quinta-feira passada, a corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, suspendeu o bloqueio do dinheiro e determinou a abertura de uma investigação no CNJ contra duas magistradas que autorizaram a operação.

Dizendo que havia indícios de utilização da magistratura paraense para a prática de golpes bancários, a corregedora, decidiu pela suspensão do bloqueio dos recursos. Poderia até ser que a magistrada não tivesse feito tudo em prol da quadrilha, poderia ser por simples ingenuidade ou desconhecimento, mas o certo é que os documentos eram falsos e a grana iria para conta de uma “quadrilha”. Mas pelo jeito a magistrada estava no esquema, tanto é que, segundo informações do CNJ, o processo sumiu.

A corregedora ressaltou a rapidez com que a decisão foi tomada, já que o bloqueio foi determinado em cinco dias. A ação foi distribuída no dia 4 de novembro e a liminar foi concedida no dia 8.

Aí deu para sacar que tinha “gato na tuba”.

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