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quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Fiscalizar pra que?




Gerson Tavares



Saiu no Diário Oficial e agora é “lei”. O governo federal decretou a criação da Empresa Brasileira do Legado Esportivo S.A.. Ela será responsável pela execução das ações da União, do governo do estado e da prefeitura do Rio de Janeiro visando à realização dos Jogos Olímpicos de 2016. Esta estatal já nasce com um capital social de R$ 10 milhões e ficará sob o comando do Ministério do Esporte. O decreto foi publicado na última sexta-feira e tem muita gente de olho nessa “grana”.

No decreto está escrito que os quatro diretores da “Brasil 2016”, inclusive o presidente, serão escolhidos pelo ministro da pasta e lógico, gente da “gang”. A estatal tem o regime jurídico privado e também contará com um Conselho Administrativo formado por seis integrantes, mas dois deles indicados pelo ministro do Esporte e também participantes da “gang”. Mas para que não aconteçam desvios de “atitudes”, outros três conselheiros serão indicados pelos ministérios da Fazenda, do Planejamento e da Casa Civil. O último integrante, que será o diretor-executivo, este ninguém sabe quem irá indicar. Os membros do conselho terão mandato de três anos, com a possibilidade de reeleição.

A empresa “Brasil 2016” será responsável pela execução de obras e serviços voltados exclusivamente aos Jogos Olímpicos. Também terá como atribuição fiscalizar a execução dos convênios firmados com o governo estadual e o municipal para viabilizar o evento. Isto quer dizer que, como no Pan 2007, muita coisa poderá acontecer de errado, mas tudo na mão de um grupo unido para garantir os ganhos e o silêncio.

A principal cliente desta empresa será a Autoridade Pública Olímpica (APO), um consórcio formado por União, estado e prefeitura do Rio de Janeiro para coordenar o planejamento e acompanhar o cumprimento dos prazos das obras voltadas às Olimpíadas de 2016. A criação da APO foi uma das exigências feitas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), antes do anúncio oficial da escolha do Rio de Janeiro.

Colocando o preto no branco, os mesmos que irão servir, serão os servidos. Assim sendo, aconteça o que acontecer, qualquer coisa que possa advir dessa “truta”, vai acabar “morrendo ali mesmo”.

Um comentário:

  1. Você deixou escapar nas entrelinhas, uma grande verdade. Se a Dilma vencer a eleição, a sua turma não precisa nem meter a mão no cofre. Só tomar conta das obras já vai dar um bom dividendo. quando eles vão fazer as obras que serão fiscalizadas por eles mesmo, pobre povo brasileiro que vai trabalhar só para pagar imposto.

    Imposto pago, faturamento garantido.


    Durval mairelles

    Nilópolis - Rio

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