Pesquisas que fazem mal
Muitas vezes já escrevi aqui que não acredito em pesquisas. Por vários motivos, para mim sempre que alguém parte para mostrar resultado de uma pesquisa é porque existem dúvidas em relação ao fato. É assim em pesquisa de audiência, de aceitação de algum produto, de reconhecimento de procedência, de utilização ou de veracidade.
Também é assim na pesquisa eleitoral para saber quem está mais cotado para se eleger. Também já escrevi que o eleitor tem como princípio votar no candidato que está em melhor colocação na pesquisa. E é por isso que alguns “institutos” sobrevivem. São aqueles que vendem pesquisas e assim colocam a classificação de acordo com o que interessa ao seu “contratante”. Isto não é "coisa" de hoje.
Depois que esses “institutos” fazem a cabeça daqueles eleitores que precisam se sentir vencedores, os Institutos sérios começam a chegar com os resultados mais próximos daqueles “comprados”. Na noite de sexta-feira saiu uma pesquisa do Datafolha mostrando que a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, cresceu em sete dos oito estados pesquisados. O presidenciável José Serra (PSDB) continua liderando em São Paulo, no Paraná e no Rio Grande do Sul, mas a vantagem ficou menor.
Morador do Rio de Janeiro, tenho a mania de fazer a minha pesquisa particular. Como? Por onde ando, com as pessoas que tenho contato, procuro sem dizer que quero saber, a tendência de voto das pessoas. Faço isso no bar, no jornaleiro, no restaurante, nas esquinas e por onde circulo no meu dia. Falo com o doutor e com o gari, com o motorista de taxi e com o jornaleiro, o balconista e com o garçom. Todos indiscriminadamente são os meus “eleitores em potencial”.
Agora vejo que os dados colhidos pelo Datafolha aconteceram em 382 municípios brasileiros, onde foram ouvidos 10.856 eleitores de segunda a quinta-feira da semana passada e o levantamento anterior, feito de 20 a 23 de julho. E vejo que a vantagem mais significativa da Dilma aconteceu em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país, onde passou de 35% para 41% da intenção dos votos, ultrapassando Serra que caiu de 38% para 34%. E aí eu pensei: Pelo visto “Aécio Neves faz mal a saúde do Serra”.
Quando olhei a pesquisa feita no Rio de Janeiro, vi que a vantagem da candidata do Lula aumentou. Ela passou de 37% para 41%, contra a queda do tucano de 31% para 25%. Marina Silva tem 15%. E aí eu indaguei: Onde foram fazer esta pesquisa? Se eu rodo a cidade quase toda e agora, nos últimos meses colocando em meu “circulo de pesquisa” a área médica, quando converso com muitos médicos, enfermeiros e serventes hospitalares e não chego a encontrar 10% de eleitores da Dilma, onde o Datafolha foi buscar aquele resultado?
E ainda fui olhar melhor a última pesquisa do Datafolha e encontrei um resultado que seria impossível ser modificado em tão pouco tempo. Na pesquisa anterior, a região Sudeste estava “literalmente” dividida entre Dilma e Serra. Agora, além de aumentar em dez pontos a vantagem no Rio, a petista lidera em Minas Gerais e diminuiu a desvantagem em São Paulo.
Em São Paulo, região onde é notório que Dilma não é bem aceita, o maior contingente eleitoral do país, com 30 milhões de eleitores, Serra se mantém na frente, mas caiu sete pontos percentuais, indo de 44% para 41%, enquanto sua principal adversária subiu de 30% para 34%.
Colocando o preto no branco, eu não acredito nestes números, mas o eleitor que quer votar no vencedor vai acabar se iludindo e fazendo o resultado que interessa aos “ditadores do proletariado”.

Eu também tenho bronca desse negócio de psquisa. Só o TSE não vê que ela só serve para influenciar os 'babacas' a votaremn em quem é colocado na frente da pesquisa.
ResponderExcluirChega de sacanagem.
Gilberto dos Prazeres - Rio