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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Tráfico ia atravessar o Atlântico




Gerson Tavares





Pelo visto os nossos políticos estão se sofisticando cada dia mais. Quando ouvi falar que o tráfico estava atravessando mares, pensei como estão abusados esses traficantes de drogas. Mas quando ouvi melhor senti que droga mesmo era o que estava acontecendo dentro dos palácios do governo em Brasília.

A palavra “tráfico” assim, jogada ao vento, a gente liga sempre às drogas, mas o assunto em causa era tráfico de influência e foi então que liguei a antena. O esquema que foi implantado na casa Civil, cuja sigla já “decretei” que é COVIL, contaria até com duas contas em Hong Kong, na China. Para lá deveriam ser enviadas as “propinas” que deveriam ser pagas de agora em diante pelas facilidades obtidas pela família Guerra, um dos braços da corrupção do governo Lula.

Quem contou tudo isso foi o empresário Rubney Quícoli, que diz que todo o esquema teria o comando do ex-diretor de Operações dos Correios, Marco Antonio de Oliveira e que teria como auxiliares o sobrinho Vinícius Castro, ex-funcionário da COVIL e lógico, o “filhote de cruz credo” Israel Guerra, filho da ex-ministra da “Pasta dos desmandos”, Erenice Guerra.

O esquema foi bem bolado e Marco Antonio chegou a pedir para que sobrinho que mora em Miami, viesse ao Brasil para uma reunião com o Rubney. A conta no exterior, para não correr perigo estava no nome do genro do Marco Antonio, mas eles só não contavam que alguém desse com a língua no dentes.

Com tanta gente enrolada nas “negociatas”, a coisa foi ficando um pouco confusa. A Erenice Guerra, “braço direito e esquerdo” de Dilma Rousseff, seu filho Israel Guerra, marido, filha, irmãos, irmã e com mais esse bando todo, a coisa tinha que degringolar. E foi aí que Rubney Quícoli resolveu “jogar no ventilador”. Perguntado sobre qual a motivação para denunciar o “negócio”, Rubney falou que aproveitou a “deixa” do empresário Baracat denunciando a empresa do Israel, a Capital, para “vomitar” aquilo que estava engasgado.

E assim o barco da Dilma foi a pique, o avião da Erenice caiu e a casa da “quadrilha” ruiu.

Como diria o amigo Boris Casoy, “Isto é uma vergonha!”.
Mas não esqueçam: As eleições está aí, batendo à porta. É hora de dar um basta nisso!

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