A turma da COVIL

Gerson Tavares
A imprensa livre é uma “merda”. Ainda na semana passada a edição de VEJA trouxe à tona um caso surpreendente de aparelhamento do estado. Mas para começar a contar o caso preciso explicar onde tudo aconteceu. Existe um órgão federal, o mais ligado à Presidência da República, que vem sofrendo muito no atual governo. Não sei se tudo acontece pelo fato de os petistas não estarem acostumados com esse negócio de lidar com “comando”, só sei que sempre que eles precisam mostrar trabalho, fazem tudo errado. Mas voltando ao órgão que é ligado ao presidente, quando Lula assumiu o governo tinha ali o José Dirceu. Depois de fazer muita “merda” ele dançou. Lula, que é “teimoso como um jegue”, resolveu levar para lá a Dilma Rousseff, aquela mesmo que “apagou” o Brasil juntamente com seu assecla Edison Lobão e não soube explicar o porquê da escuridão.
Como nos dias de hoje falam muito em “poder paralelo”, que é aquele dos traficantes mandando tanto ou mais que as autoridades, Lula resolveu seu problema. Como a Dilma andou fazendo outras tantas “cacas”, Lula resolveu que ela era a única saída para que ele continue governando em um “terceiro mandato paralelo”. Entenderam a relação?
Bem, mas com a saída de Dilma, que sempre teve como sua “fiel escudeira” a Erenice Guerra, aquela que montou dossiê contra a ex e última primeira dama Ruth Cardoso, Lula se viu na obrigação de, até por segurança, nomear a Erenice para o lugar da “chefona”.
Olhando bem o desenrolar dos fatos, com tantos trambiques e maracutaias montadas ali ao lado da sala do presidente, em um órgão que tem o suntuoso nome de Casa Civil, resolvi propor que a sigla desta pasta passasse a ser “COVIL”. Nada melhor como sigla para um órgão onde se criam tantas cobras peçonhentas.
Pois bem, a sua figura central hoje, a Erenice Guerra, ministra-chefe da Casa Civil, sucessora de Dilma Rousseff no cargo, tem um filho, Israel Guerra, que para não perder o costume do órgão, transformou-se em lobista e está intermediando contratos milionários entre empresários e órgãos do governo mediante o pagamento de uma "taxa de sucesso".
A empresa de Israel se chama Capital Assessoria e Consultoria. Usando da influência da ministra “mãe” para fazer os negócios, a "consultoria" ainda tem como sócios dois servidores públicos lotados na COVIL.
Segundo relato de Fábio Baracat, empresário do setor de transporte, à revista VEJA, ele foi informado de que, para conseguir os negócios que queria, era preciso conversar com Israel Guerra e seus sócios. Fábio, no segundo semestre do ano passado, buscava ampliar a participação de suas empresas nos serviços dos Correios. Foi aí que, seguindo um conselho, aproximou-se de Israel, que, depois de alguns encontros preliminares, levou-o para um primeiro encontro com sua mamãe. Nessa época, Dilma Rousseff ainda era a titular da COVIL e Erenice, seu braço direito e esquerdo. E Fábio conta: "Depois que eles me apresentaram a Erenice, senti que não estavam blefando". Mas como tudo que acontece na COVIL é muito sério, Fábio teve de deixar para trás antes de entrar para a reunião, caneta, relógio, celular, enfim, qualquer aparelho que pudesse embutir um gravador.
Fábio contratou os “serviços” da Capital Assessoria e Consultoria, e passou a pagar 25.000 reais mensais, “sempre em dinheiro vivo”, para que Israel fizesse avançar seus interesses em órgãos do estado. Outros encontros com a mamãe de Israel aconteceram e no último deles, em abril deste ano, quando Erenice já havia assumido a COVIL, o mais poderoso ministério na estrutura governamental, aconteceu um diálogo, no mínimo, curioso. Incomodada com o atraso de um dos pagamentos, disse Erenice: "Entenda, Fábio, que nós temos compromissos políticos a cumprir." Esta frase demonstra em detalhes que parte do dinheiro destinado a Israel Guerra era usada para alimentar o projeto de poder do grupo que hoje ocupa o governo.
Aqui vou usar tudo que tenho direito: Alô Silvio Brito, “Pare o mundo que eu quero descer!”. Alô Boris Casoy, “Isto é uma vergonha!”.
Colocando o preto no branco, quero que todos deste governo, todos, sem exceção, morram!
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