A cultura sem valor

Gerson Tavares
Quando você escuta falar que intelectuais e artistas estão engajados na campanha eleitoral de Dilma Rousseff, já que ela, por ser a candidata do Lula, será aquela que dará continuação ao governo que mudou a cara do Brasil, você imagina que nesses oito anos o governo petista deu total apoio à cultura do país.
Mas quando você descobre que Lula, que tinha como compromisso repassar 1% do Orçamento para a Cultura e descobre que ele deu 0,23% daquilo que está “escrito”, começa a duvidar da verdadeira intenção desses intelectuais e artistas que estão apoiando a candidata que lógico, estará também se lixando para a Cultura Brasileira.
No ano 2003 Lula garantiu aos artistas que tudo faria para ajudar a Cultura e falou que determinaria que 1% do Orçamento Geral da União seria destinado ao Ministério da Cultura. Isto ficou na promessa e ainda hoje tudo continua como se ninguém tivesse garantido nada naquele longínquo ano 2003.
Mas como nem tudo está tão ruim que não possa piorar, mesmo com Chico Buarque abrindo o verbo falando que a Dilma, como se isso fosse possível, é a única defensora da Cultura, a proposta enviada ao Congresso para o ano que vem é simplesmente ridícula. Estão previstos recursos de R$ 1,65 bilhão, que corresponde a 0,16% do total do Orçamento. Mesmo com Leonardo Boff estando como Chico Buarque ao lado de Dilma e de Lula, este ano, a Cultura recebeu R$ 2,23 bilhões, que correspondem a 0,23% dos R$ 947,8 bilhões do Orçamento.
Mas esta eleição tem se mostrado muito mais de promessas que de ideais. Artistas e intelectuais se mobilizaram e junto com “intelectuais”, fizeram uma festa no Rio de Janeiro para “angariar” votos para a Dilma, a candidata do Lula, aquele que prometeu ao Gilberto Gil a revitalização da Cultura e até hoje não cumpriu.
E desta vez, Dilma já se coloca como a defensora da Cultura. Mas todos já sabem que a Cultura ficará mais uma vez de pires na mão, mas artistas que não precisam de ajuda, como Chico Buarque, Alcione e outros mais, estão se lixando para aqueles que sem o Ministério da Cultura para ajudar a montar os seus espetáculos, estão perdidos.
Mas para os “artistas” e “intelectuais” engajados na falsa democracia, que morram aqueles outros, pois só o que interessa é o próprio bem.
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