Depois do aborto,
Gerson Tavares
Quando do primeiro turno, Dilma Rousseff mostrou que “estava com o aborto e não abria”, mas eis que ao não conseguir se eleger como esperava, de primeira, agora ela mudou o discurso. Dilma agora é “evangélica desde pequenininha”.
Quando algum repórter pergunta sobre o assunto, Dilma diz que é a favor da vida e aí eu pergunto: “Vida de quem, cara pálida”? Vida da mãe ou do filhote? Sim, porque quando ela pensa em vida, está pensando sempre naquele que pode lhe resultar em voto.
A Dilma não esconde que para ter os votos dos cristãos é capaz até de se batizar nas Igrejas evangélica e católica, uma a cada dia até a véspera da eleição. Ainda melhor, de preferência em um grande conclave das igrejas cristãs e até, num grupo ecumênico.
Por um voto a Dilma faz qualquer negócio, afinal, ela tem a obrigação de manter o PT no governo. Dela depende a continuidade dos golpes e a colocação dos escândalos para debaixo do tapete do Planalto.
Este é o compromisso que ela tem com o Lula de esconder todas as “canalhices” de agora e que deverá ser retribuído em 2014 para as que ainda estão por vir.

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