Dilma na “corda bamba”

Gerson Tavares
“Quem não tem..., não faz trato...” Este ditado é antigo e cai direitinho no momento da Lula Rousseff, quer dizer, da Dilma da Silva, desculpe, mas sempre me enrolo para falar Dilma Rousseff.
Mas vamos ao que interessa. A candidata do Lula e do PT à Presidência, negociou com pastores evangélicos que compraria os votos dos “irmãos” com sua assinatura em um manifesto sobre casamento gay e aborto. Tudo acertado, Lula mais tranquilo, já que viu nessa assinatura a sua salvação, e foi para casa dormir.
Mandou fazer o documento e aí veio aquilo que ele não contava. Dilma, pressionada pelos seus produtores de campanha, resistiu e não quis assinar a carta assumindo o compromisso de não enviar ao Congresso projetos de lei que permitam a legalização do aborto e o casamento entre homossexuais.
Os evangélicos que se encontraram com ela e com o Lula da Silva na quarta-feira, porém, passaram a cobrar a promessa por escrito, só que o comando da campanha petista avaliou quinta-feira que, além de já ter divulgado um manifesto intitulado Carta ao Povo de Deus, em agosto, Dilma corre o grande risco de perder mais votos do que ganhar, ao se posicionar, por exemplo, contra o casamento gay.
Só que na Carta ao Povo de Deus, distribuída em templos e igrejas no primeiro turno, Dilma tentou se aproximar dos cristãos, mas não conseguiu grande êxito. Na carta ela coloca que "Cabe ao Congresso a função básica de encontrar o ponto de equilíbrio nas posições que envolvam valores éticos e fundamentais, muitas vezes contraditórios, como aborto, formação familiar, uniões estáveis (...)". Dilma já se compromete verbalmente, hoje, a não mudar a lei que prevê o aborto em caso de estupro e risco de morte para a mãe, mas parece que o evangélico assim como grande parte do povo, não acredita mais em políticos, principalmente petistas.
A saída para o impasse seria um documento de apoio à candidata escrito por pastores e políticos que integram a Frente Parlamentar Evangélica. Os signatários deixam claro no texto que Dilma não deverá interferir em questões religiosas, caso seja eleita para o Palácio do Planalto.
Então, a equipe de campanha da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, divulgou na sexta-feira, uma carta intitulada "Mensagem da Dilma", na qual ela reafirma posições sobre aborto, liberdades religiosas, garantias constitucionais e preceitos que não afrontem a família, mas sem falar em casamento gay.
Tudo isso porque a Dilma foi avisada: “Se assinar como querem os “pastores”, você vai virar purpurina!”
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