Dilma está mal de assessora
Gerson Tavares
É tudo uma questão de ótica. Enquanto Dilma Rousseff defende de unhas e dentes a sua “substituta” Erenice Guerra dos escândalos que envolvem a Casa Civil, a própria Erenice se perde em seu depoimento falando que fez aquilo que antes dizia não ter feito.
E foi aí que o candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, falou que a confirmação na segunda-feira da Erenice Guerra à Polícia Federal de um encontro da ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, com lobistas em Brasília esvazia o discurso de sua adversária, Dilma Rousseff (PT).
Para o tucano, a reunião comprova que as denúncias não eram "invenção da imprensa". Aproveitando a chance para ser irônico, José Serra falou: “A candidata Dilma atribuiu o que tinha acontecido na Casa Civil a invenções da imprensa. Pelo menos agora não vai poder mais fazer isso”.
Tudo porque ao depor, Erenice confirmou que recebeu na Casa Civil, empresários que negociavam contratos com a firma de lobby de seu filho, Israel Guerra. Assim que o escândalo veio à tona, a ex-ministra Erenice dissera que nunca tinha se encontrado com o dono da EDBR, Aldo Vagner, e com o consultor Rubnei Quícoli.
Foi aí que o meu amigo “Zé Doidão” falou: “Quem tem uma assessora dessas, não precisa de inimigo”.

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